sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A “GAZELA” E O COBRADOR (ou Cenas Urbanas)

Adriano Espíndola Cavalheiro

Depois de rasgar o verbo,
num espetáculo digno de Dante,
quase um dramalhão mexicano,
(pensei que assistíamos ao Ratinho),
silenciou-se a Gazela,
rasgando com os olhos
a face bela e cínica,
de galanteador barato,
de seu Amor, o trocador.

E nós, passageiros estupefatos
não sabíamos se ficávamos calados,
ou se em coro,
gritávamos:
Viva, BIS, BIS, BIS.


13/02/2000

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