domingo, 8 de novembro de 2009

POEMA DA INSANIDADE DA VIDA MODERNA

Adriano Espíndola Cavalheiro

A cento e cinqüenta,
dirijo.
Na minha insana pressa
prossigo.
Mas não demora,
pressinto
(a cento e cinqüenta
nada demora)
não estou mais sozinho.


No banco do passageiro,
satisfeita,
me olhando sorrateira,
vai sentada a velha morte.

27.10.2005
Poema concebido a 150km por hora,
Numa estrada das Gerais,
Atrasado para uma audiência.
(Bom que sobrevivi para coloca-lo no papel,
sorte)

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