domingo, 8 de novembro de 2009

Poesias diversas

Amigas e amigos,

Os poemas abaixo e as postagens anteriores, já haviam sido publicados no Blog Defesa do Trabalhador.

Nas próximas postagens, prometo poemas menos panfletários e inéditos.


Adriano Espíndola Cavalheiro

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Rubro de vergonha, o sol se oculta no Ocidente.
Ele, que já foi reverenciado como o maior dos deuses,
sofre com a ignomínia de ver sua Mesopotâmia invadida,
ocupada e estuprada.
Seus raios, outrora radiantes,
escondem-se para não assistir a brutalidade
da soldadesca a soldo dos Estados Unidos.
Quem falou que o crime não compensa?
Pobre Caldeia, pobre Nabucodonosor.

Ao invés dos Jardins Suspensos,
uma das sete maravilhas do mundo,
prisioneiros pendurados pelas mãos
a lembrar a crucificação,
ou arrastados como animais num matadouro,
a lembrar o aparheid na África do Sul.
Quem falou que o crime não compensa?
Pobre Babilônia, pobre Hamurabi.

Bibliotecas destruídas,
museus saqueados,
escolas fechadas, a lembrar que a invasão
não se satisfaz apenas em exaurir a riqueza do país.
É preciso também apagar sua história e sua cultura.
Quem falou que o crime não compensa?
Pobre Suméria, pobre Gilgamesh.

Eis que a tão louvada e celebrada
democracia ocidental
mostra sua verdadeira face
diante da diversidade e do diferente,
horror a uma, pavor a outra,
mesquitas servindo de alvo.
Quem falou que o crime não compensa?
Pobre Ur, pobre Abraão.
Pobre Iraque.
Pobres de nós!
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Adriano Espíndola Cavalheiro

Bombas caem na Palestina,

do alto da arrogância sionista.

Crianças despedaçadas,

pais desesperados,

mães inconsoláveis!

Capitalistas em crise

em todo o mundo,

transferem para o trabalhador

o custo de sua incompetência:

demissões em massa,

miséria em toda a parte.

Meu colorado,

Uberaba Sport Club,

alegria para povo sofrido,

invade minha poesia:

arrancando um empate da

raposa cruzeirense.

RESISTIREMOS?


21.02.2009 (ouvindo o jogo do Uberaba no rádio de pilha, crise do capitalismo mundial e mais um bombardeio sionista sobre a Palestina)

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Adriano Espíndola Cavalheiro

Para meu amigo Athur.

Três palavras procurei,

Depois que topei,

um amigo distante,

que também as procurava.


Fácil culpar outros,

amor sinto tanta mágoa,

magoado sinto amor.


Mas como começar de novo,

se a dor ainda não passou?


Não tenho mais vinte e nove,

Tenho bem mais um pouco,

pois o tempo, esse sim passou.

Mas do hoje, sempre virá

o amanhã

E tudo começará de novo.


E as quatro palavras,

(que deveriam ser três),

Cantei:

Amor ainda a amo!

fevereiro de 2009

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Adriano Espíndola Cavalheiro

E assim findou o sertão da farinha podre:
Um grande deserto tórrido,
com oásis formados por alguns canaviais,
regados pela transposição do Rio Grande,
que agoniza quase sem água,
lembrando a sina do extinto Chico.

Sofrem os pobres
com fome e sede,
Os zebuzeiros de outrotra,
convertidos em Usineiros,
respeitados agrobusines,
agradecem!

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=-=-=-=-=-

Adriano Espíndola Cavalheiro

Queria escrever uns versos
de amor,
falar de alegria, de sorrisos
e de noites estreladas.

Celebrar a vida, as conquistas
e o meu romance,
com Rita,
minha doce amada.

Mas a crueldade sionista
dos nazistas de Israel,
chega a desanimar-me
da espécie humana.


janeiro de 2009, durante de um dos maiores
massacres promovidos por Israel, na Faixa de Gaza.
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Adriano Espíndola Cavalheiro
Feito fogos de artifícios,
nos céus da Palestina,
cruzam bombas e morteiros
genocídas de Israel.

Centenas de novos mortos,
gente do povo, crianças.
Vidas perdidas.

Armas de destruição em massa.
sonhos desfragmentados,
despedaçados.

Faz, em Gaza, ó sionismo,
o mesmo que fizeram aos judeus,
no Gueto de Varsóvia,
nos campos de Auschwitz..

Adriano Espíndola, Janeiro 2009

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Adriano Espíndola Cavalheiro

Meu coração palestino,
ferido de morte, clama por justiça.
Clamor que resulta inútil,
frente a indiferença das arrogantes
potências imperiais.

Outro dia finda na faixa:
Armas de destruição em massa
destroem minha Gaza,
explodem crianças,
arrasam com sonhos.


Sionismo maldito e covarde.
teu fim está próximo.
O sangue que derramas,
é o combustível de minha ira!

Adriano Espíndola Cavalheiro, janeiro 2009

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